domingo, 7 de junho de 2009

Eva Luna


'Eva Luna' é um livro escrito por Isabel Allende, nascida no Peru, em 1942, tendo no entanto nacionalidade chilena. Trabalhou como jornalista e escritora desde os 17 anos. É uma autora com grande reconhecimento a nível mundial, publicando o seu primeiro romance em 1982, denominado 'Casa dos Espíritos'. Os seus livros são apreciados a nível mundial, tendo sido traduzidos em 27 idiomas.
Este livro retrata a vida de Eva Luna, uma menina que fica órfã muito cedo, e acompanhamos a sua historia desde a infância até à sua vida adulta.
Ao mesmo tempo também acompanhamos a história de um rapaz que vive na Europa, com o pai que é muito cruel, até que este se suicida e o filho vai para a América.
Ainda não terminei o livro, por isso ainda não percebi qual a relação entre estas duas personagens. Apesar disso, estou a achar o livro muito interessante, é um livro que desperta curiosidade. É um livro que mostra outras culturas, outros modos de vida, faz-nos pensar como será a vida de outras pessoas e faz-nos mesmo reflectir sobre a nossa própria vida!

'A Quinta dos Animais'


'A Quinta dos Animais', é uma obra escrita por George Orwell e publicada em Inglaterra em 1945. Inicialmente o autor chamou ao seu livro 'A quinta dos animais: Uma história de encantar' mas esta última parte foi eliminada pelos norte-americanos por considerarem que não existia mercado para livro infantis.
Tal como outros, Orwell escreveu uma fábula, uma história personificada por animais, mas esta obra vai além disso. Esta obra tem uma mensagem subjacente, começando por analisar a data vemos que esta fábula foi publicada no ano em que terminou a II Guerra Mundial e quando ainda se vivia um clima de instabilidade e revolta. Apesar de protagonizada por animais esta obra é uma sátira aos grandes lideres e ao povo que não fazia nada enquanto era dominado.
Os porcos representam os lideres, enganando os outros animais, fazendo-os acreditar que faziam a coisa certa enquanto na verdade só se preocupavam com o seu próprio bem estar.
Os outros animais representam o povo, a maior parte ignorante e ingénuo, acreditando em tudo e que os porcos lhe diziam, pensando que não podiam fazer nada para inverter uma situação que cada vez lhe parecia mais estranha.
O livro começa com a união de todos os animais para fazerem uma rebelião, expulsarem os humanos da quinta e terem a sua própria liberdade. Depois disto os animais escrevem os seus próprios mandamentos prometendo nunca os violar. Entre os mandamentos, é assente que os humanos são sempre inimigos dos animais, os animais serão sempre aliados, os animais não devem usar bens materiais que já pertenceram aos humanos, nenhum animal pode matar outro animal e os animais são todos iguais.
No inicio tudo esta bem, mas quando o poder começa a dominar a mente dos porcos eles esquecem tudo aquilo a que um dia foram fieis, esquecem os mandamentos e violam as suas próprias leis.
Uma frase marcante do livro e que comprova a comparação que Orwell faz entre os animais e os humanos, é no fim da obra quando o autor escreve que os animais da quinta 'olhavam dos porcos para os homens, dos homens para os porcos, e novamente dos porcos para os homens: mas já era impossível distingui-los um dos outros'.
Pessoalmente adorei este livro, adorei a forma como o autor faz tão subtilmente uma sátira que se ajusta tão bem à sociedade de 1945 mas ajustando-se também à sociedade actual!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

SHALIMAR O PALHAÇO


Shalimar o Palhaço é uma obra escrita por Salman Rushdie, um escritor com grande reconhecimento a nível mundial. Salman Rushdie nasceu em Bombaim em 1947 e já escreveu imensos livros de grande valor literário, entre eles Os Filhos da Meia Noite, Vergonha, O Último Suspiro do Mouro e Versículos Satânicos, tendo este gerado uma grande polémica.
Shalimar o Palhaço é a sua mais recente obra, publicada em 2005 e foi este romance que escolhi ler.
Este livro na minha opinião é incrível, a maneira como é contada a historia pelo autor, a curiosidade que as personagens despertam no leitor e os temas que aborda fazem dele uma obra muito interessante e que recomendo vivamente.
Shalimar o Palhaço começa com um assassinato, sem se saber porquê, Max Ophuls, um homem importante que outrora tinha sido o embaixador mais amado dos Estados Unidos na Índia, é assassinado pelo seu motorista recentemente contratado. A partir desse momento há recuos e avanços no tempo, que tornam o livro ainda mais apelativo e original. Quando Max Ophuls morre, recuamos mais de 30 anos e ficamos a conhecer a história de Noman Sher Noman (Shalimar o Palhaço) e Boonyi Kaul, duas crianças que vivem numa pacata e tradicional aldeia de Caxemira que se apaixonam e vivem uma história de amor até ao dia em que Boonyi conhece Max e tudo muda. Índia, a filha de Max Ophuls também terá um papel importantíssimo na história, principalmente no final.
São abordados temas como a 2º Guerra Mundial, e apesar de não ser uma história verídica, muitas pessoas que passaram por esta guerra e pertenciam ou conheciam alguém da resistência podem rever-se nas personagens. Fala-nos ainda do conflito que se vive entre a Índia e o Paquistão relativamente á possessão de Caxemira, existindo mesmo a envolvência de personagens nesta guerra.
Mesmo sem querer somos levados em viagens mágicas por novas culturas, é-nos mostrado um Mundo diferente, um modo de vida que difere do o nosso, talvez melhor, e faz-nos reflectir sobre a nossa vida, e sobre questões e sentimentos como confiança, amor, traição, etc.
Para mim este foi um dos melhores romances que já li, e por vezes é-me um pouco difícil explicar o que senti e o conhecimento que adquiri ao le-lo. Posso apenas dizer que Salman Rushdie é um verdadeiro artista que trabalha as palavras de uma maneira única e inexplicável , criando em mim uma enorme curiosidade em ler os seus outros trabalhos.

Gostaria de fazer referência a uma citação sobre o autor deste livro que mostra um pouco a injustiça que existe no Mundo em que vivemos:
'Os suecos não se atrevem a ofender o Islão atribuindo a Rushdie o Prémio Nobel que ele merece mais do que qualquer outro escritor vivo. A injustiça prevalece.', Kirkus Reviews